sexta-feira, 29 de julho de 2011

lagrima

Eu não bebo, mas hoje eu quero beber, quero descobrir no gosto amargo da bebida o que as pessoas tanto procuram. Dizem que lá tem a formula do esquecimento, que tem um pozinho mágico que faz você esquecer de tudo que quer lembrar, mas que dói saber. Eu era feliz, tinha o homem que e eu amava, e melhor do que tê-lo era saber que ele me amava também. Hoje ele pediu um tempo, disse que precisa pensar na vida dele, e o pior, pediu um tempo de mim, poxa ele costumava dizer que eu era a sua vida, que vivia por mim, que queria a minha felicidade apenas e nada mais. E hoje ele me pede um tempo, quer ficar sozinho, e consequentemente me deixar sozinha. E aqui estou, sem rumo, sem direção, forçando uma naturalidade que não existe. Tentando disfarçar o que os meus olhos não querem esconder. Semana passada ele mentiu, e mentiu com gosto e o eu desculpei, não consegui perdoar ainda, porque ainda dói, ainda machuca. E ele não entendeu nada do que eu falei, só pensou nele mesmo, como se eu me importasse com algo alem de nos dois. Ai que saudade do tempo que a gente fugia pra se encontrar, em que eu era o seu porto seguro, que a minha única alegria era receber uma ligação sua, minha espera era chegar o dia pra te abraçar, te beijar e te amar. E hoje estou aqui escutando a nossa musica, e transformando em letras o que a minha alma esta gritando, tentando tirar do peito o que as lagrimas ficam pondo pra fora o tempo todo. Sim eu amo, sim eu errei, sim ele errou, sim não quero perde-lo, e sim isso vai acontecer.
Não gosto de dramas, e sei que minha cabeça vai alem, pensa pra frente, sofre pelo o que nem aconteceu ainda... mas se eu penso acontece, e mesmo que eu pense mil vezes que será a mesma coisa, sei que não vai ser. O encanto se quebrou, e o amor acabou. Infelizmente não da minha parte, não da minha vontade, porque esta doendo, estou sofrendo, e pior ainda vai ser perder de vez.
Gabriela Borges

pior ainda é o silencio




Esta doendo e não vou mentir, não vou negar. Queria ser forte nessas horas, nas horas de não saber se vai ou se fica. Eu o amo, e amo muito, como nunca amei ninguém, mas não tenho mais a certeza do amor dele. Se sou eu o motivo da alegria, se eu que vivo em seus pensamentos, se aquele olhar apaixonado é pra mim. Esta doendo, e continua doendo. Tem horas que para, eu esqueço eu divirto, mas logo vem de novo. A duvida, a insegurança, a tristeza. Triste passar por isso, triste é viver isso. Esta doendo, e não minto, mas não quero que continue assim. Não quero duvidas, quero respostas, quero certezas, quero alguém pra cuidar de mim, e quero cuidar também.
Mentiras doem, palavras ferem e pior ainda é o silencio, que deixa duvidas, incertezas. Não quero ir, não quero ter que deixar. Digno é saber a hora de dar Adeus, de dar o tchau. Mas se não dizer, pior vai ter que escutar. Não quero escutar, não quero falar. Eu quero é ficar. Mas sinto que esta morrendo aos poucos esse sentimento aqui dentro.
Fazer planos pro futuro é ótimo, pior é ver quando eles não dão certo, eles foram só sonhos individuais. Estou triste hoje, e não sei se vou sorrir amanha. O pior é ter que explicar, ter que justificar, coisas que nem eu mesma sei falar.
Gabriela Borges

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desamar








O amor não é mais o mesmo. O desejo nem sempre vem. Os olhos não brilham mais, e quando brilham são lavados pelas lagrimas. Momentos ótimos foram trocados por incertezas. E o pouco que era triste, se tornou pouco alegre. Duvidas, duvidas, duvidas, todo mundo tem. Difícil mesmo é conviver com elas, é ter elas quando acorda e tentar esquecê-las ao dormir. Amar dói. Não amar mais ainda. E quando sabemos que o amor acabou? Que o que era lindo não  é mais? Que as risadas quando raras, vem banhadas com incertezas? Mas difícil que amar, é desamar, desabegar. Uma resposta mudaria tudo, mas não tenho nem a pergunta certa, quem dirá a resposta exata.

terça-feira, 26 de julho de 2011

eu mesma

Não sou presa a roupas de marcas, a perfumes importados, e sapatos carérrimos. Não ando com o cabelo sempre escovado, e minhas unhas sempre descascam. Não morro em academia, e não vivo 24 horas vendo TV, pra ser sincera não sei nem o nome da novela das oito. Não bebo, não fumo, e acho um absurdo meninas com menos de 15 anos enchendo a cara e perdida na noite. Sou careta. Odeio drogas e tudo que vem junto com ela. Nunca levei um porre de vomitar, e não me sinto menos legal por isso. Sou simpática, e simpatia não é falsidade. Não sou Santa e nem quero ser. Tem dias que meu humor é lindo,  já outros não quero nem sair da cama. Sou humana. Tenho inveja, tenho ciúmes, tenho raiva, e tenho muito amor dentro de mim. Sou protetora, esquisita e gosto de pagar de intelectual sim. Adoro quando vejo que as pessoas gostam de conversar comigo, não pelo os meus peitos, mas pelo o meu cérebro. Não me acho bonita, não me acho gostosa, não me acho boa o suficiente. Sou mulher. Mas pra valorizar minha auto estima vou deixar isso claro, eu te provo que sou boa sim. Sou contra o aborto, e valorizo a virgindade. Sou feminista, apoio as mulheres fortes, decididas, independentes. Mas não esqueço da família, dos filhos e de um amor pra vida toda, mesmo que esse amor seja posto em duvida uma vez ou outra. Não acredito em conta de fadas, mas acredito nas vontades das pessoas. Quem quer consegue. Boa Tarde. Gabriela Borges.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Egoísmo

De todos os pecados, o egoísmo deveria ser considerado o mais grave. Se egoísmo não é pecado as vezes podemos reconsiderar isso. Pensar em você mesmo em primeiro lugar não é errado, pelo o contrario, é uma atitude admirável, desde que seja controlado, que não se torne escravo de você mesmo, dos seus desejos e impulsos. Tem dias que tenho alguns ataques, faço o que não quero, falo o que não devo, e depois choro, e como choro, choro como uma criança, me debatendo com os meus erros, com a pergunta q nunca cala dentro de mim “ Essa não sou eu”, mas se essa não sou eu, quem é? Quem é por trás dessa ira que logo chega se algo não sai como eu quero? Não sou o centro do mundo, e tenho consciência que ele não girará ao meu redor, que nem todas as minhas vontades podem ser atendidas naquela hora, naquele momento. Não sou uma menina mimada, nunca fui, sempre aprendi a ser bem educada e saber que tudo tem a sua hora, então me entro em mais contradições ainda, por que disso? Por que dessa insegurança toda? Sempre fui tão segura. E quando acordo, enxugo as minhas lagrimas, posso ver mais claramente quem realmente eu sou, e critico absurdamente quem eu me tornei por alguns segundos. Isso não é raiva, não é loucura, não é ira, é simplesmente excesso de egoísmo. E a principal virtude disso, é admitir os seus próprios erros, é pedir desculpa por ser o que não é, por um simples mimo. Gabriela Borges.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O principio.




Tudo tem que ter um começo, um meio e um fim. Esse é o começo de um pequeno sonho que a anos carrego comigo, o sonho de poder me expressar em palavras escritas, tudo aquilo que a minha boca não consegue expressar. Não sou tudo que escrevo, misturo a arte com a vida real, como qualquer ser humano com um pingo de coração faria.


São tantas ideias, tantos desejos e tantos anceios, vontade de ter o meu cantinho com o meu tempo disponivel para escrever, e assim solucionar e reiventar problemas. Problemas reais ou imaginarios.

Sou um pouco de tudo e um resto de nada, se misturando e formando.

Gabriela Borges