Não, não sou um exemplo, e longe de mim querer ter tamanha responsabilidade. Não sou perfeita, faço coisas que não são certas, sou impulsiva, e sempre sigo o meu coração ao invés de escutar a minha razão. Não que ela esteja errada, mas eu prefiro sentir do que acertar. Pelo menos não fico me martirizando com o “se”. Andei fora do ar por um tempo, respirando novos ares, conhecendo novas pessoas, trancada em um quarto acompanhada de um livro. Descobri muitas coisas novas, reencontrei coisas antigas. Sorri, chorei, arrependi, arrisquei, acreditei, desafiei, e decepcionei. Não que não houvesse decepcionado antes, mas dessa vez foi diferente, doeu como sempre, claro, mas a minha reação foi diferente, como se eu já soubesse que palavras sem atitudes, continuam sendo apenas palavras, muitas vezes envolventes, belas, encantadoras, que mechem com o nosso intimo, mas são apenas palavras. Ainda não sei o que acontece com as pessoas, em gostar de mentir, de enganar, de iludir. Poxa é tão feio enganar as pessoas, não sei como alguém pode ter prazer fazendo isso, mas no mundo tem gosto pra tudo, e quem sou eu pra julgar. Mas o que me fortalece é saber que tudo que vai um dia volta, não adianta fugir, fingir que não é com você, mais cedo ou mais tarde, de uma maneira ou outra, volta. Por isso ando assim, pensando mais no que ando oferecendo, percebendo mais o que ando recebendo. Não que vou ser sempre certa daqui pra frente, e nem quero ser. Infelizmente aprendemos mais com os erros do que com os acertos, e lembrando que são erros nossos, não adianta nada querer aprender com os erros dos outros, isso não resolve. Conselho verdadeiro é aquele que fazemos por experiência própria. Pra aprender é necessário sentir, e mesmo que isso doa. Porque o que não aprendemos por amor, aprendemos pela dor.

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