domingo, 30 de setembro de 2012




Estou cansada de ficar calada, de ver tanta coisa errada acontecendo e eu de mãos atadas sem poder fazer nada. Um dia um grande amor me falou que eu era inocente demais, que essa historia minha de sempre querer ajudar os outros iria me prejudicar. Não sabia se ele estava falando por medo de eu descobrir algo, ou por medo de eu me machucar. Mas é que eu não consigo ser diferente. Pra mim todo mundo é bom até que se prove o contrario, e se provar ainda dou mais uma, duas, ou quantas chances precisar. Não me recrimine e nem precisar acreditar se não quiser, esse é o meu jeito e sei que cada um tem o seu.
Sabe quando acontece algo que te deixa com uma certa curiosidade, uma adrenalina que faz com que você pense em inúmeras possibilidades¿ É assim que ando me sentindo. Recebi um telefonema, daqueles de filmes americanos ( ou seria novela mexicana¿ ), a pessoa do outro lado da linha, tinha uma voz calma, suave, e confesso que senti confiança ( novidade, confio em qualquer pessoa ), ela tinha uma proposta a me fazer,  quando escutei essas palavras meu corpo gelou, já não sentia mais os meus batimentos, e em um silencio interminável perguntei sobre o que era, do outro lado da linha a pessoa se mantinha indiferente, nada de ameaçador ou perigoso, apenas disse que preferia conversar pessoalmente. Sem ter  o que falar, ou na verdade queria ter falado tanta coisa, mas não tive tempo, apenas concordei e desliguei. Levei um tempo pra relacionar o telefonema com a minha vida. As vezes esperamos tanto tempo pra que algo aconteça, que quando acontece não sabemos como reagir. E simplesmente ficamos parados, estagnados e vemos a oportunidade passar.
Não fui atrás pra saber o que era, a pessoa também não veio mais atrás. Acho que mudou de idéia. Ainda penso no que poderia ser. A minha cabeça só pensa coisa boa, talvez era só mais uma pessoa pedindo ajuda, que ficou sabendo que sou boa com palavras e conselhos, e vejo que no fundo era o que eu mais queria, era ajudar. Era ouvir a mesma historia em outra versão, com outros protagonistas. Queria de coração, sentar e explicar coisas de uma vida inteira, não sei como, mas algo aqui dentro fala que preciso fazer isso. Mas infelizmente não basta apenas a minha vontade pra fazer certas coisas.
Pensando assim, lembrei daquelas palavras “você só vê bondade nas pessoas, não confia muito”  essas palavras ecoam na minha mente, e me deixa insegura pra ir atrás. Se eu tivesse ao menos uma garantia, uma certeza que não iria me arrepender, e nem me decepcionar, seria mais fácil. Ambos os lados iriam ganhar. Nunca fui fã de coisas mal resolvidas, mas é que já sofri tanto tentando finalizar algo que nunca finalizou, que ando deixando tudo pra La. Tudo tem o seu devido tempo, e espero um dia poder jogar todas as minhas cartas na mesa, não que isso vá mudar o mundo, mas com toda certeza iria tirar um peso das minhas costas. E tenho certeza que poderia mais ajudar, do que atrapalhar. Talvez eu vá atrás, ou talvez deixe quieto, como tenho feito. Preciso apenas de uma garantia.


Acontece tanta coisa em nossa vida ao mesmo tempo. O que era certo se torna incerto, e o que nunca iríamos fazer, já foi feito e nem percebemos. Pessoas vem e vão, parece clichê mais é a realidade. Mudamos de atitudes, de sonhos, e algumas vezes nos perdemos no meio de tantas opções. Nasci na época errada, na época da pressão, de quando muitos falam e poucos fazem. Olho ao meu lado e não vejo ninguém que pensa igual a mim, mas olho mais distante e vejo que o que eu queria já foi feito. Ninguém me entende, minha inconstância de pensamento chega ser irritante. Não consigo entrar em acordo com o meu subconsciente, sei que ele tem razão, mas nunca admito, daí meto os pés pelas mãos. Quero sempre explicar o que não tem explicação. Meu comportamento me condena, muitas vezes ele é feio, irracional, e eu sempre venho atrás tentando explicar, corrigir o que ele fez, mas tudo é em vão, ninguém acredita. As pessoas são mais visuais do que auditivas, com exceção a mim. Que sempre acredito no que escuto, e nunca enxergo o que mostra. Não sei se é pecado, se estou errada. E ultimamente nem ando fazendo questão de saber. Ando muito sozinha, e o pior que estou gostando. Minha própria companhia esta me fazendo um bem danado. Fugi do mundo virtual, me escondi do mundo real, mas ando sonhando, sonhando muito, e as vezes lembro de tudo que aconteceu. Caraca, aconteceram muitas coisas. A maioria tento apagar. As vezes me pergunto cadê aqueles milhares de amigos que eu tinha. O que será que foi feito deles¿ Pessoas vem e vão, eu sei, eu já disse isso. O que era “eterno” já nem faz mais falta, e o companheirismo deve estar perdido na esquina de algum bar, ou em baixo da mesa de algum restaurante. Nada mais é do jeito que já foi um dia, e talvez nem volte a ser. Não vou me justificar, mas na verdade eu queria, queria juntar todo mundo que eu conheço, colocar sentado em uma mesa ao meu redor e falar, falar, falar, até a minha voz secar, e ouvir também, eu gosto é disso, de uma boa discussão, sempre aprendi muito com elas. Mas anda tudo tão estranho, anda tudo tão sem sal, sem açúcar, sem afeto. Ninguém se importa com mais ninguém. As amizades se desentende, os amores se partem, e a incerteza toma conta de tudo, de todos. É uma loucura pensar assim, mas é burrice fechar os olhos. Esta tudo bagunçado, e agora já não sei mais se estou me conhecendo mais ou se estou apenas fugindo da realidade  La fora.

sábado, 29 de setembro de 2012



Não me olhe com essa cara de espanto, já se passaram tanto tempo. Ta bom, assumo que nem tanto, apenas um mês ou menos, não sei. Mas é que muitas vezes parecia uma eternidade. Eu estou bem, espero que você também esteja. Dei uma sumida, me envolvi em livros, e doutrinas absolutamente novas, e que funcionam. Ao menos pra mim. Ninguém acredita, mas também não é pra menos, passei anos enganando a mim mesma, é claro que não posso querer que todos acreditam em mim depois de tanto tempo.
Minha auto estima voltou, e aquele sorriso que ficava estampado na minha cara 24 horas por dia também. É ele voltou. Não me olhe assim, sei que não vai acreditar em nada que eu falar, ou fazer. Eu também não acredito, por isso eu sumi. Estou vivendo em um universo particular, completamente isolado. Não adianta eu explicar, ninguém iria entender. Estou completamente apaixonada por um mundo novo, as vezes solto um sorriso bobo lembrando do tempo que eu perdi, outras ainda sinto um aperto no meu peito, uma pontada de saudade de tudo que se passou, de tudo que eu perdi, de tudo que eu deixei escapar.
Não vou reclamar, e nem lamentar. Estou afim de agradecer, de desejar paz. Não sei o dia de amanha, e nem quero lembrar o que aconteceu ontem. Eu quero saber do hoje. E hoje eu quero que termine tudo bem, assim como começou.

domingo, 16 de setembro de 2012

Quando bate a saudade




Eu tinha uma ideia boba de que o “pra sempre” nunca iria acabar. Que o nosso amor iria durar, de janeiro a janeiro. Que não iria importar as estações do ano, se estaria chovendo, nevando ou derretendo de tanto calor. Eu imaginava que você iria estar ali pra sempre. Que mesmo quando a gente brigasse, iríamos dormir juntos. Que ficaríamos em baixo das cobertas escondidos do mundo inteiro, até tudo de mal passasse e só sobrasse o nosso amor, aquele que um dia eu acreditei que era enorme, que era recíproco. Eu pensava que “eu te amo” fosse sincero, e tinha o poder de mudar o mundo, não o mundo todo sabe, mas ao menos o meu mundo. Eu acreditava em você, em mim, na gente. Eu esperava tanto por isso, cada segundo da minha vida foi esperando algo, e achava que o que me faltava era você. Jurei amor eterno, acreditei em seu amor eterno. Mas hoje olho para trás, olhos as fotos, os momentos, os minutos que passamos juntos, e não nos vemos mais. Não te vejo mais. Não sei mais nada de você. Você esta em algum lugar do mundo, acompanhado de outros olhos, segurando outras mãos, e planejando outro futuro, bem diferente daquele que um dia planejamos juntos. Não quero lamentar o que passou, não quero me arrepender por não termos um futuro, e acima de tudo não quero sentir a sua falta no presente. Mas é que hoje me deu uma saudade. Uma saudade boa. Não dói mais, esta tudo se cicatrizando por aqui, mas é que as vezes da uma saudade. Estou seguindo, um passo de cada vez. Parei de correr, parei de fugir. Melhor encarar a realidade de frente e aceitar. O “pra sempre” não existe. O que era “eterno” acabou. E não foi culpa minha, não foi culpa sua. Não foi culpa nossa. Não a culpado, ninguém foi errado. Fizemos o que tínhamos que ter feito. Poderíamos ter evitado muita coisa, mas não evitamos. Deveríamos ter encarado os problemas de frente, mas fomos fracos, e fugimos. Fugimos um do outro, fugimos de nós mesmos. E nos perdemos. E acabou. Acabou faz tempo, mas mesmo depois do fim, ainda tem as lembranças que ficaram, e o perfume que ainda sinto quando lembro de você. E a vontade do abraço, que não mais tenho, mas que ainda lembro e tenho saudade.