Não tenho motivos pra chorar, me chatear ou decepcionar.
Eu dei o melhor de mim, e um pouco do pior. Reverti o jogo, quebrei as regras, desci do salto, esqueci o orgulho. Quebrei a cara, fingi que estava tudo bem, mostrei que não estava. Fui atrás, deixei você vir atrás. Como um jogo de gato e rato, aonde um persegue, outro esconde, e uma hora um acaba cedendo.
Quantas vezes jurei estar curada, e vi que ainda era fraca. Como uma droga criamos uma certa “dependência” em relação a algumas pessoas, precisamos dela, é um vicio. E quando acaba desesperamos, fazemos de tudo pra ter mais uma dose, e quando temos pioramos, queremos sempre mais e mais. E depois somos afastados, como um tratamento de choque, pra ver se funciona. E pensamos estar curados, quando experimentamos de novo, e começa TUDO de novo. Como todo bom vicio, a única solução é o afastamento. Afastamento esse que tem que ser eterno. Nunca sabemos quando uma recaída vai causar overdose.

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