Estou ocupando a minha mente pra que ela fique o maximo
distraída possível. Escuto musicas, escrevo, leio alguma coisa útil ou não.
Fico controlando os meus pensamentos pra não ir de encontro a você. Pra não
deixar que a minha magoa me prejudique ou te prejudique. Estou escondendo os
sentimentos, tentando me proteger de qualquer recaída sentimental. Mas esta
difícil. Tento não confiar em ninguém, mas quando vejo já estou contando toda a
minha vida para um desconhecido qualquer. Isso faz mal. Sinto falta das nossas
conversas até o sol nascer. Sinto falta de rir com você, de mandar algum e-mail
sem sentido no meio da tarde só pra você me contar o quanto eu sou especial.
Estou com saudade de querer ser uma pessoa
melhor. Tinha em você um grande mentor, que poderia me ajudar com aquilo
que eu já sei, mas não ponho em pratica. Tenho raiva de ter me apaixonado, de
ter misturado prazer com dever. Teria sido tudo, mais tudo tão lindo. Mas por
outro lado perderia a intensidade que dava aquela pitada de emoção aos nossos (
bons e poucos ) encontros. Quanta coisa passa na minha cabeça que os meus dedos
não conseguem representar. Tem dia que acordo bem, outros em uma briga diária
pra você não povoar os meus pensamentos. Sinto falta de nós. De não poder fazer
planos e mesmo assim fazer. Não sei quem errou, na verdade acho que não foi um
erro, foi o que tinha que ser no nosso destino casual, encontros e
desencontros. Tenho que me lembrar que as coisas duram o que tem que durar, e
eu não posso mudar isso. Mas lá no fundo minha esperança ainda grita, mesmo que
sufocada, tentando me lembrar que tudo deu certo, do jeito que tinha que dar e
que eu não tenho culpa e nem posso consertar as coisas ditas sem pensar. E
assim vou aprendendo que o melhor da paixão é que quando não é verdadeira, ela
é passageira, e que pena também que passa muitas coisas junto a ela.

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